Os segredos do Bozo

A Casa e o Bar

Considerações Anacrônicas

Durante minha pacata vidinha de bebuns convicto, creio que nunca parei para pensar nesse negócio de espaço. Sim, essa coisa meio absurda, de ficar martelando a cabeça, para avaliar melhor o que se está fazer e, principalmente, onde se faz tal coisa.

Por exemplo:

Hoje me peguei meio tonto, desprevenido, questionando o porque eu não costumo beber em casa. Abri a geladeira várias vezes e fiquei a olhar as latinhas de cerveja e o litrinho de vodca: “quando é que vou esvaziar essas crianças...” e nada. Sempre é a mesma coisa.

Mas, entre uma pestana e outra:

“...daqui a pouco estarei no bar e estarei afoito e desesperado para esvaziar qualquer coisa.”

Então me veio uma reflexão de trouxa, uma idéia absurda sobre a características dos lugares. Alguém aí já parou para pensar que em cada lugar somos uma pessoa diferente.

Disso não pude esquecer a imagem do velho e bom Dr. Jekyll e Mr Hide. Mas em minha cabeça afoita a oposição estava mais no espaço entre a casa e o bar.

senão vejamos:

CASA

Um sujeito tranquilo, cumpridor de seus deveres, fiel, amante das artes, dedicado ao trabalho, devoto das religiões bondosas...

BAR

Um indivíduo sujo, descontrolado pelos instintos, raivoso, sedento por bebidas que retiram a consciência e o senso de pudor, doido por sexo, invocado, tosco, palavreado imbecil...

Mais uma vez ponderei: "... como o espaço pode condicionar a nossa prórpia conduta? Deve haver algo de social no meio

Publicado em 10 de agosto de 2004 às 01:53 por rodolfo

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